Segue mensagem dos organizadores:
"Pessoal,
Anunciamos aqui a divulgação do torneio 10K GARANTIDO que ocorrerá no dia 21/08/2010 no Texas Pituba, o torneio terá estrutura de 20K fichas, 30 min de blinds e buy-in de R$ 250,00 + R$ 50,00.
Faremos satélites FREEROLL semanalmente toda terça e quinta-feira a partir do dia 08/07/2010 as 20 hs , a estrutura do satélite será de 2.000 fichas iniciais, buy-in de R$ 25,00 + R$ 5,00, re-buy ilimitado até o 5º nível de blind, add-on de 4.000 fichas e 15 min de blinds.
Obs.: O valor de R$ 10.000,00 só será garantido com um quorum mínimo de 25 participantes.
Conto com a presença de todos para que possamos fortalecer cada vez mais os torneios de poker no nosso estado."
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Resultado do 4º torneio

Após um heads-up jogado em alto nível, como podemos ver da foto acima, o vencedor foi Moisés Versulotti. Mas Fábio está de parabéns também. Eu, como na semana passada, caí em terceiro...
1º - Versulotti
2º - Fábio
3º - Marcos
4º - Maurício
5º - Mauro
6º - Ticiano
7º - André
8º - Wellington
9º - Celso
10º - Nadson
2º - Fábio
3º - Marcos
4º - Maurício
5º - Mauro
6º - Ticiano
7º - André
8º - Wellington
9º - Celso
10º - Nadson
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Reconhecido como esporte, pôquer quer distância de jogos de azar
Com a afiliação à Associação Internacional de Esportes da Mente, entusiastas ganham argumento na briga pela legalidade do jogo
Gustavo Poloni, iG São Paulo 06/07/2010 05:59
Os entusiastas do pôquer ganharam mais um argumento na cruzada para provar que o bom desempenho no jogo não depende única e exclusivamente da sorte – o que, de acordo com a legislação brasileira, caracteriza os jogos de azar, proibidos no País. Em abril, a Associação Internacional de Esportes da Mente (IMSA) aceitou a Federação Internacional de Pôquer (IFP) em seus quadros. Na prática, a entidade coloca o jogo de cartas no mesmo patamar de esportes de tabuleiro como xadrez, dama e gamão. Com a decisão, divulgada durante o congresso anual da entidade, o pôquer vai entrar no calendário da próxima edição dos Jogos Mundiais dos Esportes da Mente, que serão realizados em 2012 no Reino Unido. “Isso deve ajudar o pôquer a se livrar de interferências governamentais e outras restrições ao redor do mundo”, afirmou à época Anthony Holden, presidente da IFP.
As restrições a que Holden se refere podem ser aplicadas ao Brasil. Nos últimos anos, a discussão jurídica em torno da legalidade do pôquer voltou à tona por causa do aumento no número de jogadores no País – seja em sites como o Pokerstars.net ou em clubes onde se pratica o Texas Hold’em, modalidade mais popular do jogo. Os dois lados defendem suas posições usando como argumento o Decreto-Lei 3.688, de 1941, cujo texto diz que jogo de azar é aquele "em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte". Para aqueles que brigam para proibir o jogo, a lei enquadra o pôquer porque um resultado depende do acaso na hora de virar as cartas. Os que defendem sua liberação dizem o jogo requer habilidade e o conhecimento de regras e estratégias. “Temos uma série de laudos técnicos e pareceres jurídicos que comprovam isso”, diz Igor Trafane, conhecido como Igor Federal, empresário e presidente da Confederação Brasileira de Texas Hold’em.
Um dos laudos a que Federal se refere é assinado pelo perito Ricardo Molina. Conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional, como o assassinato de Paulo César Farias, tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, e da menina Isabella, jogada pela janela pelo pai e a madrasta, Molina foi contratado para estabelecer qual é a influência da sorte no jogo. O resultado? Muito pouco. “É um jogo onde a sorte influencia, mas ganha o mais habilidoso”, disse o perito. “Analisamos as rodadas de vários campeonatos e concluímos que mais de 60% das mãos vencedoras não tinham o melhor jogo em mãos”. Para Molina, o bom jogador de pôquer ganha na habilidade de apostar e de persuadir o oponente. Entre as habilidades que ajudam a fazer a diferença na mesa de jogo, a capacidade de fazer contas, analisar a quantidade de apostas e as reações dos oponentes. Com isso, o jogador imagina o que o adversário tem em mãos e pensa no seu próximo passo.
Alguns anos atrás, os jogadores que frequentavam clubes de pôquer eram constrangidos por constantes batidas policiais. No meio da partida, dezenas de policiais armados invadiam a casa em busca de indícios de jogos de azar. Há quatro anos, um investigador pediu um laudo para o Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Queria saber se o pôquer dependia ou não da sorte. Após analisar os dados, os peritos concluíram que o Texas Hold’em é um jogo de habilidade porque depende da “memorização, das características das figuras (...) e do conhecimento das regras e estratégia de atuação”. De lá para cá, as batidas policiais em São Paulo diminuíram drasticamente. “Não por acaso as mesas finais dos torneios são disputadas quase sempre pelos mesmos jogadores”, disse Luiz Guilherme Moreira Porto, sócio do escritório Reale e Moreira Porto Advogados. “Isso mostra que se fosse só sorte não teria essa coincidência”.
Jogos de azar - Estima-se que dois milhões de pessoas joguem pôquer no Brasil, sendo que quase metade delas faz apostas na internet. De acordo com o Ibope, em abril 838 mil brasileiros jogaram pôquer em sites como Pokerstars.net e FullTilt.com, aumento de 238% nos últimos 12 meses. Mas um projeto de lei em tramitação no Senado pode acabar com os jogos na internet. De autoria do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), se for aprovada ela vai punir com pena de um a três anos de prisão os bancos e empresas de cartão de crédito que permitirem as transações financeiras em sites de pôquer. “Elas promovem o jogo de azar na internet”, disse o senador. O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) tem outro argumento para defender o fim de jogo de azar. Segundo ele, esse tipo de atividade é tradicionalmente explorada pelo crime organizado, a primeira milícia que se instalou no país e está por trás de assassinatos e corrupção. “Por causa disso não sou favorável a nenhum tipo de jogo no País”, afirmou Itagiba.
Como a lei dá espaço para diferentes interpretações, os jogos de azar vivem numa espécie de limbo jurídico. Alguns são proibidos, como é o caso dos bingos. Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou uma medida provisória determinando o fechamento de todas as casas do País. Já as loterias são legais. Para acertar os seis números da Mega-Sena e levar o prêmio milionário é preciso contar com a sorte durante o sorteio das bolinhas. Outra forma de aposta legal é a corrida de cavalos. De certa forma, a corrida ela é muito parecida com o pôquer porque depende de habilidade. As pessoas apostam no cavalo que acham que vai ganhar porque conhecem seu desempenho em provas. Para poder funcionar sem sofrer com batidas policiais e questionamentos jurídicos, as duas atividades têm uma lei específica. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”.
Gustavo Poloni, iG São Paulo 06/07/2010 05:59
Os entusiastas do pôquer ganharam mais um argumento na cruzada para provar que o bom desempenho no jogo não depende única e exclusivamente da sorte – o que, de acordo com a legislação brasileira, caracteriza os jogos de azar, proibidos no País. Em abril, a Associação Internacional de Esportes da Mente (IMSA) aceitou a Federação Internacional de Pôquer (IFP) em seus quadros. Na prática, a entidade coloca o jogo de cartas no mesmo patamar de esportes de tabuleiro como xadrez, dama e gamão. Com a decisão, divulgada durante o congresso anual da entidade, o pôquer vai entrar no calendário da próxima edição dos Jogos Mundiais dos Esportes da Mente, que serão realizados em 2012 no Reino Unido. “Isso deve ajudar o pôquer a se livrar de interferências governamentais e outras restrições ao redor do mundo”, afirmou à época Anthony Holden, presidente da IFP.
As restrições a que Holden se refere podem ser aplicadas ao Brasil. Nos últimos anos, a discussão jurídica em torno da legalidade do pôquer voltou à tona por causa do aumento no número de jogadores no País – seja em sites como o Pokerstars.net ou em clubes onde se pratica o Texas Hold’em, modalidade mais popular do jogo. Os dois lados defendem suas posições usando como argumento o Decreto-Lei 3.688, de 1941, cujo texto diz que jogo de azar é aquele "em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte". Para aqueles que brigam para proibir o jogo, a lei enquadra o pôquer porque um resultado depende do acaso na hora de virar as cartas. Os que defendem sua liberação dizem o jogo requer habilidade e o conhecimento de regras e estratégias. “Temos uma série de laudos técnicos e pareceres jurídicos que comprovam isso”, diz Igor Trafane, conhecido como Igor Federal, empresário e presidente da Confederação Brasileira de Texas Hold’em.
Um dos laudos a que Federal se refere é assinado pelo perito Ricardo Molina. Conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional, como o assassinato de Paulo César Farias, tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, e da menina Isabella, jogada pela janela pelo pai e a madrasta, Molina foi contratado para estabelecer qual é a influência da sorte no jogo. O resultado? Muito pouco. “É um jogo onde a sorte influencia, mas ganha o mais habilidoso”, disse o perito. “Analisamos as rodadas de vários campeonatos e concluímos que mais de 60% das mãos vencedoras não tinham o melhor jogo em mãos”. Para Molina, o bom jogador de pôquer ganha na habilidade de apostar e de persuadir o oponente. Entre as habilidades que ajudam a fazer a diferença na mesa de jogo, a capacidade de fazer contas, analisar a quantidade de apostas e as reações dos oponentes. Com isso, o jogador imagina o que o adversário tem em mãos e pensa no seu próximo passo.
Alguns anos atrás, os jogadores que frequentavam clubes de pôquer eram constrangidos por constantes batidas policiais. No meio da partida, dezenas de policiais armados invadiam a casa em busca de indícios de jogos de azar. Há quatro anos, um investigador pediu um laudo para o Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Queria saber se o pôquer dependia ou não da sorte. Após analisar os dados, os peritos concluíram que o Texas Hold’em é um jogo de habilidade porque depende da “memorização, das características das figuras (...) e do conhecimento das regras e estratégia de atuação”. De lá para cá, as batidas policiais em São Paulo diminuíram drasticamente. “Não por acaso as mesas finais dos torneios são disputadas quase sempre pelos mesmos jogadores”, disse Luiz Guilherme Moreira Porto, sócio do escritório Reale e Moreira Porto Advogados. “Isso mostra que se fosse só sorte não teria essa coincidência”.
Jogos de azar - Estima-se que dois milhões de pessoas joguem pôquer no Brasil, sendo que quase metade delas faz apostas na internet. De acordo com o Ibope, em abril 838 mil brasileiros jogaram pôquer em sites como Pokerstars.net e FullTilt.com, aumento de 238% nos últimos 12 meses. Mas um projeto de lei em tramitação no Senado pode acabar com os jogos na internet. De autoria do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), se for aprovada ela vai punir com pena de um a três anos de prisão os bancos e empresas de cartão de crédito que permitirem as transações financeiras em sites de pôquer. “Elas promovem o jogo de azar na internet”, disse o senador. O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) tem outro argumento para defender o fim de jogo de azar. Segundo ele, esse tipo de atividade é tradicionalmente explorada pelo crime organizado, a primeira milícia que se instalou no país e está por trás de assassinatos e corrupção. “Por causa disso não sou favorável a nenhum tipo de jogo no País”, afirmou Itagiba.
Como a lei dá espaço para diferentes interpretações, os jogos de azar vivem numa espécie de limbo jurídico. Alguns são proibidos, como é o caso dos bingos. Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou uma medida provisória determinando o fechamento de todas as casas do País. Já as loterias são legais. Para acertar os seis números da Mega-Sena e levar o prêmio milionário é preciso contar com a sorte durante o sorteio das bolinhas. Outra forma de aposta legal é a corrida de cavalos. De certa forma, a corrida ela é muito parecida com o pôquer porque depende de habilidade. As pessoas apostam no cavalo que acham que vai ganhar porque conhecem seu desempenho em provas. Para poder funcionar sem sofrer com batidas policiais e questionamentos jurídicos, as duas atividades têm uma lei específica. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ranking do 2º semestre
terça-feira, 20 de julho de 2010
Torneio de equipes

Galera,
Segue mensagem dos organizadores a respeito do 2º Torneio de Equipes (Bahia Team Poker) a ser realizado no próximo sábado:
"Pessoal,
Fechamos uma parceria este final de semana para vários de nossos torneios aqui em Salvador, a Parceria é com o site de poker poker4green.net. É um site novo, brasileiro e além de se preocupar com os jogadores de poker, tem uma preocupação extra com o meio ambiente, repassando uma parte dos rakes para uma ong que trabalha para a preservação do meio ambiente. Sim, vamos ao que interessa. Como falei anteriormente, este site será nosso parceiro nos nossos torneios, e, para iniciar esta parceria, estaremos dando US$100,00 para cada equipe inscrita no II Bahia Team Poker-BTP que será realizado neste sábado, dia 24 de Julho a partir das 14hs. No momento da inscrição colocaremos os dólares na conta dos componentes desta equipe, portanto, é imprescindível que cada jogador faça um cadastro no site para que os dolares sejam depositados.
Além disso, os participantes do II Bahia Team Poker, terão direito a jogar um freerool, onde cada participante individualmente somará pontos referente à sua colocação, e no final, a equipe que somar o maior numero de pontos somando os seus 5 participantes, terá sua inscrição do proximo Bahia Team Poker garantida pelo Poker4Green.
Teremos muito mais novidades inclusive para o Circuito Baiano 2º Semestre, as quais serão divulgadas oportunamente."
Resultado do 3º torneio
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Circuito Baiano de Texas Hold'em
Andaram perguntando quem estará compondo a mesa final do Circuito Baiano de Texas Hold'em.
Segue a lista dos baralhões, com a respectiva pontuação:
1º - Luigi Abelama - 558,75 pontos
2º - Versulotti - 556,45 pontos
3º - Celso Rocha - 527,60 pontos
4º - Fábio Cardoso - 499,30 pontos
5º - Wellington Barreto - 465,80 pontos
6º - Celso Alves - 455,70 pontos
7º - Camelo - 432,85 pontos
8º - Mauro Froes - 421,05 pontos
9º - Celso Vinicius - 405,70 pontos
10º - Nadson Caldas - 388,75 pontos
11º - João Garcez - 374,45 pontos
12º - Alex Pellegrini - 371,85 pontos
13º - Júnior Batista - 357,25 pontos
14º - André Martinez - 353,25 pontos
15º - João Frank - 333,70 pontos
16º - Vinícius Lacerda - 321,95 pontos
17º - Bruno Calmon - 310,55 pontos
18º -Emerson Ferraz - 287,90 pontos
Segue a lista dos baralhões, com a respectiva pontuação:
1º - Luigi Abelama - 558,75 pontos
2º - Versulotti - 556,45 pontos
3º - Celso Rocha - 527,60 pontos
4º - Fábio Cardoso - 499,30 pontos
5º - Wellington Barreto - 465,80 pontos
6º - Celso Alves - 455,70 pontos
7º - Camelo - 432,85 pontos
8º - Mauro Froes - 421,05 pontos
9º - Celso Vinicius - 405,70 pontos
10º - Nadson Caldas - 388,75 pontos
11º - João Garcez - 374,45 pontos
12º - Alex Pellegrini - 371,85 pontos
13º - Júnior Batista - 357,25 pontos
14º - André Martinez - 353,25 pontos
15º - João Frank - 333,70 pontos
16º - Vinícius Lacerda - 321,95 pontos
17º - Bruno Calmon - 310,55 pontos
18º -Emerson Ferraz - 287,90 pontos
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Nos Estados Unidos, corretoras contratam jogadores de pôquer

Eles não estudaram economia e não têm experiência no mercado financeiro. Mas a habilidade no pôquer os levou a Wall Street
Gustavo Poloni, iG São Paulo - 05/07/2010 - 05:57
Os funcionários recém-contratados pela Susquehanna International Group recebem dois livros durante a semana de treinamento da empresa. Um deles é A Teoria do Pôquer, no qual o jogador profissional David Sklansky ensina os principais conceitos do mundo das apostas. O outro é Pôquer Hold’em. Publicado em 1976 pelo mesmo autor, é até hoje considerado um dos mais importantes livros para os iniciantes do Texas Hold’em, a modalidade mais popular do jogo. Engana-se quem pensa que a Susquehanna está contratando croupiers, os homens e mulheres que distribuem cartas e controlam as apostas, para trabalhar nas mesas de pôquer em cassinos em Las Vegas, nos Estados Unidos, ou Macau, na China. O treinamento faz parte do processo de formação de novos funcionários da corretora para trabalhar em Wall Street. “Ensinamos as pessoas a tomar decisões em meio a incertezas”, disse Patrick McCauley, responsável pelo treinamento da Susquehanna, ao jornal americano Los Angeles Times. “É ciência pura, não se trata do estereótipo de ser bom no blefe”.
A Susquehanna não é a única empresa a dar importância para o pôquer na hora de aumentar seus quadros. Ela faz parte de uma nova linhagem de corretoras que está transformando o mercado financeiro nos Estados Unidos ao ganhar muito dinheiro com decisões tomadas em frações de segundos. No começo do ano passado, dois sócios da Toro Trading chamaram o ex-jogador profissional Chris Fargis para uma entrevista. Ao final do bate-papo, um deles perguntou: você se importa se jogarmos algumas mãos de pôquer? Poucos dias depois, Fargis recebeu uma proposta de emprego. Sem diploma em economia ou experiência no mercado financeiro, ganhou a vaga por causa das suas habilidades adquiridas em três anos de pôquer online. Em seu blog, Fargis escreveu que parou de reclamar que estava cansado do jogo e arrumou um emprego em Wall Street. “Se a pessoa não tem interesse em pôquer acende uma luz amarela”, afirmou Danon Robinson, um dos sócios da Toro Trading, ao site Business Insider. “É como trabalhar no mercado financeiro e não ler o Wall Street Journal”.
De olho nessa nova tendência, candidatos a vagas em Wall Street passaram a incluir em seus currículos seus feitos no pôquer. Na internet, é possível encontrar fóruns que discutem a melhor forma de tocar no assunto sem parecer viciado em jogos. Uma delas: “construí e gerenciei uma conta de seis dígitos a partir de um investimento de US$ 500”. Mas é preciso cuidado para incluir a informação em seu currículo. “É preciso ser muito bom, ter ganhado algum torneio ou muito dinheiro online”, disse ao Aaron Brown, jogador de pôquer e autor do livro The Poker Face of Wall Street, sobre a relação entre o jogo de cartas e o mercado financeiro. “Para quem joga pôquer com amigos, é melhor deixar a informação de fora”. Brown sabe do que está falando. Em 35 anos de carreira, acumulou US$ 5 milhões em prêmios e hoje é professor de finanças e executivo de um hedge fund, fundo que investem em papéis de grande risco. Outra dica importante: olhar qual é o perfil do contratante. Instituições mais conservadoras, como o JP Morgan, não vêem o pôquer com bons olhos.
Raciocínio rápido - Essa não é a primeira vez que as habilidades no pôquer são valorizadas por empresas de Wall Street. Na década de 80, quando o mundo ainda não conhecia a internet e as partidas eram jogadas em clubes fechados por homens fumando charutos, os primeiros jogadores de pôquer foram contratados para trabalhar no mercado financeiro. As empresas estavam atrás de algumas habilidades como pensamento rápido, capacidade de tomar decisões e assumir riscos sob pressão e, principalmente, a capacidade de conversar socialmente sem revelar informações confidenciais. Naquela época, os jogadores de pôquer eram recrutados por bancos de investimento. “As pessoas eram mais livres, agiam mais naturalmente e se divertiam muito mais”, disse Brown. “Mas elas também procuravam outros tipos de vícios e usavam muitas drogas”. A tendência deu uma esfriada nos anos 90, mas ganharam força novamente com a popularização dos jogos de pôquer online nos últimos dez anos. Com uma diferença: quem está de olho nos jogadores são as corretoras interessadas em comprar e vender ações em frações de segundos.
A primeira aposta online aconteceu em 1998, no site Planet Poker. De lá para cá, Os sites se transformaram em celeiros de talentos para as corretoras americanas. No ano passado, 6,8 milhões de americanos jogaram pelo menos uma mão na internet apostando dinheiro. De acordo com o PokerAnalytics.com, instituto que faz pesquisas sobre o jogo, isso representa um aumento de 29% em relação a 2009 e quase três vezes mais do que há cinco anos. Hoje, o maior e mais conhecido deles é o PokerStars.com. A qualquer hora do dia ou da noite o jogador vai encontrar pelo menos 300 mil pessoas fazendo apostas em mesas virtuais. Em fevereiro deste ano, o PokerStars.com completou a marca de 40 bilhões de mãos jogadas. Ao todo, o site oferece mais de 14 modalidades de pôquer e seu principal torneio, o Sunday Million (Domingo Milionário, em tradução livre), distribui toda semana US$ 1,5 milhão em prêmios. Além de Fargis, que foi contratado há pouco mais de um ano pela Toro Trading, o americano Bill Chen, que ganhou mais de US$ 700 mil em prêmios, foi contratado para ser analista da Susquehanna.
Existem muitas semelhanças entre o operador do mercado financeiro e o jogador profissional de pôquer online. Ambos trabalham atrás de uma série de telas de computadores (negócios em andamento para o operador e mãos de pôquer para o jogador) e precisam encontrar uma forma de melhorar suas posições. Mais importante, eles precisam ter a capacidade de se recuperar rapidamente de uma grande perda. Essa característica é a mais procurada durante o processo de seleção da corretora Group One Trading. Na entrevista, a empresa quer saber quanto tempo você levou para jogar novamente depois de uma grande perda. A resposta esperada? “Voltei a jogar no dia seguinte, perder faz parte do jogo”. Se a pessoa disser que levou dias para se recuperar, perde pontos. “Outro problema é quando a pessoa nunca assumiu riscos ou assumiu e perdeu tudo”, afirmou Brown. “Assim como no pôquer, o mercado financeiro vive de riscos”. Com uma diferença: no mundo corporativo, a aposta é feita sempre na casa de milhões de dólares.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Resultado do 2º torneio
1º - Fábio
2º - Wellington
3º - Ticiano
4º - Marcos
5º - André
6º - Versulotti
7º - Mauro
2º - Wellington
3º - Ticiano
4º - Marcos
5º - André
6º - Versulotti
7º - Mauro
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Pôquer não é um jogo de azar, diz perito

Para Ricardo Molina, jogo de cartas exige habilidade e capacidade de leitura do oponente; jogo de azar é monopólio do Estado
Gustavo Poloni, iG São Paulo 06/07/2010 05:59
O perito Ricardo Molina não entende a polêmica sobre a legalidade do Texas Hold’Em, modalidade mais popular do pôquer. Depois de estudar o jogo, chegou à conclusão de que as vitórias de um jogador na mesa de carteado não dependem do acaso (não gosta de falar em sorte ou azar), e sim da habilidade em contar carta e ler corretamente as reações do seu oponente.Conhecido por trabalhar em casos de grande repercussão, como o assassinato de Paulo César Farias (PC Farias), tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello à presidência, e do assassinato da menina Isabella, jogada da janela pelo pai e a madrasta, ele acredita que problema está na lei, que define o jogo de azar como aquele que depende “única e exclusivamente da sorte”. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina ao iG do seu escritório em Campinas, no interior de São Paulo. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”. Acompanhe os principais trechos da entrevista:
iG: Por que o senhor resolveu estudar o pôquer?
Ricardo Molina: Um cliente que estava querendo abrir um clube de pôquer pediu um laudo para saber qual é a parcela de sorte, azar e habilidade na modalidade Texas Hold’Em. Todo jogo que tem uma parcela de azar, mesmo o futebol. Durante a Copa do Mundo, o Uruguai fez um gol na África do Sul depois que a bola bateu nas costas de um zagueiro e encobriu o goleiro. A questão é saber onde está o limite. O estudo mostrou que o jogador mais habilidoso ganha no Texas Hold’Em. Em uma rodada o fator sorte é preponderante, mas uma partida não se resume a uma rodada. Não há dúvida de que habilidade é preponderante no longo termo.
iG: Como o senhor chegou a essa conclusão?
Molina: Vamos dizer que 0,1% do jogo seja habilidade. Quando aplicamos isso numa equação matemática, aquele componente que era pequeno vai se acumulando. No longo prazo, quem tem mais habilidade vence. É um jogo onde a sorte influencia, mas ganha o mais habilidoso. Analisamos as rodadas de campeonatos e concluímos que mais de 60% das mãos vencedoras não tinham o melhor jogo. O bom jogador ganha na habilidade de apostar, de persuadir o oponente. Ele tem de fazer contas, analisar a quantidade de apostas do outro. Com isso, imagina o que o adversário tem e pensa no seu próximo passo. É mais uma prova de que não é a sorte o preponderante. Tem um ditado famoso no Texas Hold’Em que diz que se você não sabe quem é o pato na mesa, é porque o pato é
iG: Qual é a importância da sorte no resultado do pôquer?
Molina: Prefiro não falar em sorte ou azar, mas no acaso. O que é azar para um é sorte para outro, já o acaso está presente em todos os momentos. É como pegar uma moeda e jogar cara e coroa. No curto prazo pode acontecer de ter mais cara do que coroa. Mas se você jogar insistentemente vai chegar o momento em que o número vai se igualar porque a probabilidade é a mesma. No Texas Hold’em é a mesma coisa. A sorte é um mito que jogador inventa para continuar jogando. A probabilidade de pegar um jogo bom é igual para todos. E aí qual é o fator que vai pesar? Habilidade.
iG: Mas nunca sabemos o que vai sair na próxima carta. Isso não é sorte ou azar?
Molina: O jogo que você vai receber está definido pelo acaso. Até o momento em que recebe as cartas é acaso. Mas acaso em termos. A cada vez que você perde uma rodada, o fato de prosseguir ou não no jogo depende de uma análise, e a análise depende de habilidade. O jogador tem de tentar avaliar as chances de continuar no jogo e ganhar. Como as cartas são distribuídas a cada rodada, o fator habilidade se manifesta a cada vez que recebe a carta. O fator habilidade funciona o tempo todo.
iG: Como a habilidade e o conhecimento do pôquer influenciam no resultado?
Molina: O jogador usa vários tipos de habilidade durante o jogo, mas dois são importantes: contar carta e avaliar o comportamento do oponente. O bom jogador fica de olho no que o adversário faz, se muda de comportamento quando pega um jogo bom, se aposta, se tem reação ou cacoete. Não é à toa que os bons jogadores usam óculos escuros. A pupila se contrai com variação do estado emocional. Se ele recebe um jogo bom, a pupila mexe e o oponente vê isso. É um jogo de psicologia. É um jogo de psicologia muito mais do que sorte.
iG: O que é mais importante na hora de jogar pôquer: sorte, conhecimento matemático ou fazer uma boa leitura do seu oponente?
Molina: No Texas Hold’Em, leitura do oponente. Mas isso varia de um jogo para outro. Em Black Jack é mais importante contar a carta, tanto é que cassinos fazem de tudo para dificultar isso. O cara que tem memória sabe qual é a melhor hora de parar ou continuar no jogo. No Texas Hold’em o jogador não troca carta, ele tem de avaliar o comportamento do oponente e ganha quando sabe que seu adversário vai desistir, quando ele não tem jogo ou quando está blefando.
iG: Em abril o pôquer foi aceito pela Associação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA), que abriga o xadrez, dama e outros jogos de tabuleiro. O senhor acha que ele pode ser comparado a esses jogos?
Molina: O xadrez é um jogo em que o fator acaso tem pouquíssima influência. Não digo nenhuma porque não acredito que jogos não tenham acaso, um jogador pode ter uma dor de cabeça e vai prejudicar a performance dele. O xadrez é um jogo que quem jogar melhor ganha. No Texas Hold’Em nem sempre é assim. É assim no longo termo. Quem jogar muitas mãos e for mais habilidoso ganha.
iG: Na sua opinião o pôquer é um jogo que depende única e exclusivamente da sorte?
Molina: Isso é bobagem. Acho que o Texas Hold’em deveria ser permitido porque é predominantemente de habilidade, ao contrário da loteria. Esse, sim, é exclusivamente de azar.
iG: O pôquer deveria ser legalizado?
Molina: Sim. Para mim o pôquer é muito parecido com o turfe. As pessoas apostam no cavalo que acham que vai ganhar porque conhecem o histórico dos cavalos, dos jóqueis. Mas sempre tem o azarão que ganha. Se proibir o Texas Hold’Em tem de proibir o turfe. Outras coisas que são predominantemente jogos de azar. É o caso do caça-níquel. A verdade é que a lei sobre jogos de azar está mal redigida. Eles não querem melhorá-la porque senão teria de proibir loterias, como a Mega Sena. Jogo de azar não é proibido no Brasil. O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar.
Gustavo Poloni, iG São Paulo 06/07/2010 05:59
O perito Ricardo Molina não entende a polêmica sobre a legalidade do Texas Hold’Em, modalidade mais popular do pôquer. Depois de estudar o jogo, chegou à conclusão de que as vitórias de um jogador na mesa de carteado não dependem do acaso (não gosta de falar em sorte ou azar), e sim da habilidade em contar carta e ler corretamente as reações do seu oponente.Conhecido por trabalhar em casos de grande repercussão, como o assassinato de Paulo César Farias (PC Farias), tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello à presidência, e do assassinato da menina Isabella, jogada da janela pelo pai e a madrasta, ele acredita que problema está na lei, que define o jogo de azar como aquele que depende “única e exclusivamente da sorte”. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina ao iG do seu escritório em Campinas, no interior de São Paulo. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”. Acompanhe os principais trechos da entrevista:
iG: Por que o senhor resolveu estudar o pôquer?
Ricardo Molina: Um cliente que estava querendo abrir um clube de pôquer pediu um laudo para saber qual é a parcela de sorte, azar e habilidade na modalidade Texas Hold’Em. Todo jogo que tem uma parcela de azar, mesmo o futebol. Durante a Copa do Mundo, o Uruguai fez um gol na África do Sul depois que a bola bateu nas costas de um zagueiro e encobriu o goleiro. A questão é saber onde está o limite. O estudo mostrou que o jogador mais habilidoso ganha no Texas Hold’Em. Em uma rodada o fator sorte é preponderante, mas uma partida não se resume a uma rodada. Não há dúvida de que habilidade é preponderante no longo termo.
iG: Como o senhor chegou a essa conclusão?
Molina: Vamos dizer que 0,1% do jogo seja habilidade. Quando aplicamos isso numa equação matemática, aquele componente que era pequeno vai se acumulando. No longo prazo, quem tem mais habilidade vence. É um jogo onde a sorte influencia, mas ganha o mais habilidoso. Analisamos as rodadas de campeonatos e concluímos que mais de 60% das mãos vencedoras não tinham o melhor jogo. O bom jogador ganha na habilidade de apostar, de persuadir o oponente. Ele tem de fazer contas, analisar a quantidade de apostas do outro. Com isso, imagina o que o adversário tem e pensa no seu próximo passo. É mais uma prova de que não é a sorte o preponderante. Tem um ditado famoso no Texas Hold’Em que diz que se você não sabe quem é o pato na mesa, é porque o pato é
iG: Qual é a importância da sorte no resultado do pôquer?
Molina: Prefiro não falar em sorte ou azar, mas no acaso. O que é azar para um é sorte para outro, já o acaso está presente em todos os momentos. É como pegar uma moeda e jogar cara e coroa. No curto prazo pode acontecer de ter mais cara do que coroa. Mas se você jogar insistentemente vai chegar o momento em que o número vai se igualar porque a probabilidade é a mesma. No Texas Hold’em é a mesma coisa. A sorte é um mito que jogador inventa para continuar jogando. A probabilidade de pegar um jogo bom é igual para todos. E aí qual é o fator que vai pesar? Habilidade.
iG: Mas nunca sabemos o que vai sair na próxima carta. Isso não é sorte ou azar?
Molina: O jogo que você vai receber está definido pelo acaso. Até o momento em que recebe as cartas é acaso. Mas acaso em termos. A cada vez que você perde uma rodada, o fato de prosseguir ou não no jogo depende de uma análise, e a análise depende de habilidade. O jogador tem de tentar avaliar as chances de continuar no jogo e ganhar. Como as cartas são distribuídas a cada rodada, o fator habilidade se manifesta a cada vez que recebe a carta. O fator habilidade funciona o tempo todo.
iG: Como a habilidade e o conhecimento do pôquer influenciam no resultado?
Molina: O jogador usa vários tipos de habilidade durante o jogo, mas dois são importantes: contar carta e avaliar o comportamento do oponente. O bom jogador fica de olho no que o adversário faz, se muda de comportamento quando pega um jogo bom, se aposta, se tem reação ou cacoete. Não é à toa que os bons jogadores usam óculos escuros. A pupila se contrai com variação do estado emocional. Se ele recebe um jogo bom, a pupila mexe e o oponente vê isso. É um jogo de psicologia. É um jogo de psicologia muito mais do que sorte.
iG: O que é mais importante na hora de jogar pôquer: sorte, conhecimento matemático ou fazer uma boa leitura do seu oponente?
Molina: No Texas Hold’Em, leitura do oponente. Mas isso varia de um jogo para outro. Em Black Jack é mais importante contar a carta, tanto é que cassinos fazem de tudo para dificultar isso. O cara que tem memória sabe qual é a melhor hora de parar ou continuar no jogo. No Texas Hold’em o jogador não troca carta, ele tem de avaliar o comportamento do oponente e ganha quando sabe que seu adversário vai desistir, quando ele não tem jogo ou quando está blefando.
iG: Em abril o pôquer foi aceito pela Associação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA), que abriga o xadrez, dama e outros jogos de tabuleiro. O senhor acha que ele pode ser comparado a esses jogos?
Molina: O xadrez é um jogo em que o fator acaso tem pouquíssima influência. Não digo nenhuma porque não acredito que jogos não tenham acaso, um jogador pode ter uma dor de cabeça e vai prejudicar a performance dele. O xadrez é um jogo que quem jogar melhor ganha. No Texas Hold’Em nem sempre é assim. É assim no longo termo. Quem jogar muitas mãos e for mais habilidoso ganha.
iG: Na sua opinião o pôquer é um jogo que depende única e exclusivamente da sorte?
Molina: Isso é bobagem. Acho que o Texas Hold’em deveria ser permitido porque é predominantemente de habilidade, ao contrário da loteria. Esse, sim, é exclusivamente de azar.
iG: O pôquer deveria ser legalizado?
Molina: Sim. Para mim o pôquer é muito parecido com o turfe. As pessoas apostam no cavalo que acham que vai ganhar porque conhecem o histórico dos cavalos, dos jóqueis. Mas sempre tem o azarão que ganha. Se proibir o Texas Hold’Em tem de proibir o turfe. Outras coisas que são predominantemente jogos de azar. É o caso do caça-níquel. A verdade é que a lei sobre jogos de azar está mal redigida. Eles não querem melhorá-la porque senão teria de proibir loterias, como a Mega Sena. Jogo de azar não é proibido no Brasil. O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Off-topic: Prédios esquisitos - 08
Wooden Gagster House (Archangelsk, Rússia)Esta horripilante construção de 144 pés (cerca de 45 metros) de altura era a residência de um empresário chamado Nikolai Petrovich Sutyagin e era considerada a mais alta casa construída de madeira do mundo. Construída pelo Sr. Sutyagin e sua família durante 15 anos (começou em 1992), sem qualquer projeto e mesmo sem as licenças necessárias pelos órgãos públicos, teve sua estrutura deteriorada e comprometida enquanto o Sr. Sutyagin passou alguns anos preso.
Em 2008 foi condenada pelas autoridades municpais em razão de risco de incêndio e a Justiça determinou sua demolição, o que ocorreu em 26 de dezembro de 2008.
Resultado do 1º torneio do segundo semestre
1º - Wellington
2º - Ticiano
3º - Fábio
4º - Nadson
5º - Marcos
6º - Mauro
7º - André
8º - Emerson
9º - Sicupira
2º - Ticiano
3º - Fábio
4º - Nadson
5º - Marcos
6º - Mauro
7º - André
8º - Emerson
9º - Sicupira
Pôquer ganha adeptos e vira febre no País

Número de jogadores online cresceu 238%. Para atender ao novo mercado, foram criados sites, revistas, programas de TV e até roupas
Gustavo Poloni e Pedro Carvalho, iG São Paulo 05/07/2010 05:59
Todos os dias, cerca de 150 pessoas se reúnem em uma casa com fachada de vidro no Itaim Bibi, bairro nobre da zona sul de São Paulo, onde um letreiro indica: Grêmio Recreativo Social e Cultural Hold’em. No imóvel de três andares, dois seguranças e um detector de metal na porta, os frequentadores se acomodam em volta de 20 mesas usadas para disputar partidas de Texas Hold’em, a modalidade mais popular do jogo de cartas pôquer. A jogatina começa às 17h30 e só acaba de manhã – não raro os últimos jogadores deixam a casa com o raiar do dia. As apostas contemplam todos os gostos e variam entre R$ 50 a R$ 3,3 mil. Os prêmios? Em alguns casos chegam a R$ 100 mil. Criado em 2006, o H2 Club tem 14 mil associados e é um retrato da febre do pôquer que tomou conta do Brasil. Levantamento do instituto de pesquisas Ibope mostra que, em abril, 838 mil brasileiros acessaram os principais sites de pôquer, aumento de 238% em relação a maio de 2009. Já o número de inscritos no Brazilian Series of Poker, o campeonato brasileiro da categoria, quase quadruplicou – no ano passado foram 3,2 mil jogadores atrás de prêmios de até R$ 150 mil e fama desfrutada por atletas de esportes mais populares, como o futebol. Para atender a essa nova tribo, nos últimos meses surgiram revistas, sites especializados, programas de TV, coleções de roupas e cursos sobre pôquer no País.
Estima-se que dois milhões de pessoas joguem pôquer no Brasil. Em sua grande maioria, são “atletas” de final de semana. Mas começa a surgir uma safra de jogadores profissionais que levam uma vida que lembra, guardadas as devidas proporções, a de um Neymar ou do Paulo Henrique Ganso, as estrelas ascendentes do futebol. A rotina envolve disciplina para treinar (alguns praticam até 12 horas por dia), muitas viagens (principalmente para Las Vegas, nos Estados Unidos, considerada a capital mundial do jogo), compromissos com patrocinadores (em sua maioria sites), um séquito de fãs que seguem seus passos em blogs e perfis na rede de microblogs Twitter e relacionamentos com mulheres lindas e famosas. Tome como exemplo o jogador Felipe Ramos. Filho de uma família de classe média-baixa de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, largou um emprego de seis anos em uma multinacional para ganhar a vida com as cartas. Aos 27 anos, Mojave (apelido adotado por ele, prática comum no meio) faturou mais de US$ 1 milhão em prêmios e é patrocinado pelo site PartyPoker. Hoje, divide o tempo entre São Paulo, Las Vegas e Los Angeles, onde vive a namorada, Marianela Pereyra, modelo e apresentadora do programa Poker After Dark, exibido nos Estados Unidos pela rede NBC. “Já gastei muito dinheiro com coisas que pobre nunca teve na vida, como carro e jantares caríssimos”, disse Mojave em entrevista ao site MaisEV.
Novos milionários - Um jogador de pôquer pode ficar milionário com seu desempenho nos principais torneios do mundo. O americano Philip Ivey é um deles: ganhou US$ 12,8 milhões em prêmios. O status de celebridade e o conhecimento do jogo ajudam os profissionais a encontrar formas alternativas de aumentar o lucro. A mais convencional são os patrocínios. No Brasil, um jogador de habilidade em início de carreira pode ganhar até US$ 5 mil para emprestar sua imagem para um site ou uma empresa que fabrica cartas. Alguns jogadores de sucesso são convidados para dar palestras onde mostram como a habilidade nas cartas pode influenciar no negócio da empresa. O paulista André Akkari é um dos mais procurados para esse tipo de trabalho. São até cinco palestras por ano por um valor não revelado. Existe ainda a figura do professor particular. Funciona assim: o aluno entra num site e contrata um tutor que vai analisar suas jogadas para apontar erros e acertos. Quando professor e aluno não moram na mesma cidade, a aula pode ser remota – muitas vezes ela acontece via Skype, o programa que permite videoconferência via internet. A hora/aula custa US$ 200 e os jogadores só fecham pacotes de pelo menos 10 aulas. Ou seja, embolsam US$ 2 mil por 10 horas de trabalho.
O sonho de alcançar fama e fortuna no pôquer leva centenas de jogadores para lugares como o H2 Club, onde o ambiente em nada lembra os clubes de pôquer retratados em filmes. Por causa da Lei Antifumo, em vigor em São Paulo desde meados de 2009, o ambiente não fica empesteado de fumaça. É difícil encontrar jogadores com bebida alcoólica nas mãos. A explicação é simples: o abuso do álcool atrapalha o desempenho. “A geladeira fica sempre cheia, o pessoal não bebe”, diz a garçonete. As mulheres são raras e não existe música ambiente. A trilha sonora dos jogos é o barulho das fichas. Cada jogador tem uma forma de manipulá-las: alguns passam as fichas de uma mão para outra enquanto outros fazem malabarismo entre os dedos. Brincar com as fichas é apenas uma das manias ou superstições dos jogadores. Não é difícil encontrar um amuleto da sorte sobre o monte de fichas. Durante a partida, alguns ouvem música, outros encobrem a cabeça com capuz e gorro e é comum deparar-se com jogadores de óculos escuros, que servem para esconder as contrações involuntárias das pupilas quando recebe uma mão boa. Entre os mais jovens, a última moda é usar roupas que fazem alusões a torneios (como a sigla BSOP, de Brazilian Series of Poker, estampada no peito) ou de sites, como Pokerstars.com.
De olho nessa tendência, a designer Ana Carolina de Carvalho Silva lançou há cerca de um mês uma marca de roupas que tem como público alvo os jogadores e simpatizantes do esporte. Batizada de Dealer Clothing, ela é considerada a primeira especializada em pôquer wear do Brasil. “Mais do que vender produtos licenciados, queremos levar o estilo de vida e a cultura do pôquer para fora das mesas”, diz Ana Carolina. As camisetas e camisas pólos têm estampas de cartas, como Damas, Reis e Ás, e os botões têm a forma de fichas. São 16 estampas diferentes, e a mais popular é uma foto do personagem Vincent Vega, vivido pelo ator John Travolta no clássico Pulp Fiction, em uma mesa de jogo. Com preços entre R$ 55 e R$ 90, as peças podem ser compradas apenas pela internet. “Mas já estamos negociando para vender nossos produtos em algumas lojas”, diz Ana Carolina, 24 anos, sócia da marca ao lado do marido e de um amigo. Para divulgar a marca, a Dealer Clothing fechou um contrato de patrocínio com o jogador profissional Stetson Fraiha, que vai usar os modelos em torneios. Jogadora de pôquer desde 2006, a empresária não revela quanto investiu e nem quanto espera faturar com o negócio.
O perfil de Ana Carolina é muito parecido com o de outros empresários que investiram no mundo do pôquer. Em geral, são apaixonados pelo jogo que enxergaram uma oportunidade para explorar um nicho. Foi assim que Igor Trafane começou a construir seu império. Natural de São João da Boa Vista, cidade paulista que faz fronteira com Minas Gerais, ele se mudou para a capital para fazer administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Montou uma escola de idiomas e, quando tinha mais de 80 lojas no Brasil, recebeu uma proposta para vendê-la. “Fiquei procurando o que fazer”, diz o empresário. “Foi quando tive mais contato com o pôquer”. Trafane havia conhecido o jogo através de um grupo de amigos, mas passou a jogar com frequência há cinco anos. Organizou torneios, viajou para Las Vegas e adotou um apelido, Federal. Entusiasta do esporte, montou a revista Flop, que tem circulação bimestral de 30 mil exemplares, e o site Superpoker, que é acessado por 64 mil pessoas por mês. O sucesso fora das mesas abriu oportunidades para outros empreendimentos. Aos 38 anos, é sócio de uma empresa que organiza os campeonatos paulista e brasileiro de Texas Hold’em e do H2 Club. “Vivo confortavelmente dos meus negócios no pôquer”, diz Federal.
Ninguém sabe ao certo qual é a origem do pôquer. Segundo historiadores, os alemães jogavam no século 15 Pochspiel, que envolvia combinação de cartas, apostas e blefe. Para outros, lembra o As Nas, praticado pelos persas. O que ninguém discorda é que a forma mais parecida com o que é jogado nos dias de hoje foi encontrada em 1829 em Nova Orleans, nos Estados Unidos. A popularização aconteceu anos depois e é resultado de uma combinação de fatores. O primeiro é a popularização dos sites de apostas, que tem como maior expoente o Porkerstar.com. Ao mesmo tempo, o canal ESPN instalou em 2003 câmeras para mostrar as cartas dos jogadores e passou a calcular a probabilidade de cada um ganhar a rodada. “Isso deixou o jogo mais interessante para os telespectadores”, diz Federal. No mesmo ano, um americano chamado Christopher Moneymaker (o sobrenome dele significa “fazedor de dinheiro” em inglês) realizou um feito inédito no esporte. Ele trabalhava como contador quando venceu um torneio online de US$ 39 e, por isso, ganhou vaga para participar do principal evento do mundial de pôquer em Las Vegas. Desconhecido antes do campeonato, ele bateu todos os jogadores profissionais e levou o prêmio de US$ 2,5 milhões. “Ele mostrou para o jogador comum que era possível ficar rico com o pôquer”, diz Sérgio Prado, jornalista que cuida de pôquer na ESPN.
Nos Estados Unidos, os jogos online de pôquer devem movimentar algo em torno de US$ 6,5 bilhões até o fim de 2010. Não existem estudos que quantificam o tamanho do mercado brasileiro, mas os investimentos em negócios relacionados ao tema não param de crescer. Em meados de junho chegou ao fim a primeira temporada do Poker das Estrelas, exibido aos sábados na rede Bandeirantes. Apresentado por Otávio Mesquita, foi o primeiro programa sobre o jogo exibido em TV aberta – desde 2003 o canal por assinatura ESPN transmite campeonatos de pôquer. Durante a temporada, o programa teve audiência média de 1,4 ponto no Ibope, ou 90 mil pessoas passaram parte da madrugada de sábado na frente da televisão. Considerado um programa para iniciantes no esporte, o Poker das Estrelas teve em abril sua maior audiência, com 180 mil telespectadores. Os jogadores mais experientes que querem se aprofundar no mundo do pôquer poderão voltar à sala de aula. Entre os dias 27 e 29 de agosto será organizado o primeiro curso de pôquer no País. Os organizadores esperam atrair algo em torno de 25 pessoas dispostas a pagar R$ 3 mil pela inscrição para aprender técnicas e ter palestras com jogadores profissionais.
A onda de pôquer reacendeu no Brasil uma discussão antiga: o jogo é ou não é permitido? De acordo com a lei, é crime o jogo de azar em que o ganho e a perda dependam “exclusiva ou principalmente da sorte”. A falta de clareza na redação do texto fez com que os primeiros clubes de pôquer e torneios do País sofressem com as constantes batidas policiais. Foi assim até 2006, quando um delegado solicitou um laudo do Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Após analisar os dados, os peritos concluíram que o Texas Hold’em é um jogo de habilidade porque depende da “memorização, das características das figuras (...) e do conhecimento das regras e estratégia de atuação”. O laudo da polícia técnica paulista juntou-se a uma série de estudos realizados no Brasil e no mundo. Um deles é de autoria do perito Ricardo Molina, que ganhou fama ao participar da investigação de crimes de grande repercussão nacional, como o assassinato de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, e da morte de Isabella, que foi morta pelo pai e a madrasta. Após analisar muitas rodadas, ele tem certeza: pôquer não é um jogo de azar. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”.
Gustavo Poloni e Pedro Carvalho, iG São Paulo 05/07/2010 05:59
Todos os dias, cerca de 150 pessoas se reúnem em uma casa com fachada de vidro no Itaim Bibi, bairro nobre da zona sul de São Paulo, onde um letreiro indica: Grêmio Recreativo Social e Cultural Hold’em. No imóvel de três andares, dois seguranças e um detector de metal na porta, os frequentadores se acomodam em volta de 20 mesas usadas para disputar partidas de Texas Hold’em, a modalidade mais popular do jogo de cartas pôquer. A jogatina começa às 17h30 e só acaba de manhã – não raro os últimos jogadores deixam a casa com o raiar do dia. As apostas contemplam todos os gostos e variam entre R$ 50 a R$ 3,3 mil. Os prêmios? Em alguns casos chegam a R$ 100 mil. Criado em 2006, o H2 Club tem 14 mil associados e é um retrato da febre do pôquer que tomou conta do Brasil. Levantamento do instituto de pesquisas Ibope mostra que, em abril, 838 mil brasileiros acessaram os principais sites de pôquer, aumento de 238% em relação a maio de 2009. Já o número de inscritos no Brazilian Series of Poker, o campeonato brasileiro da categoria, quase quadruplicou – no ano passado foram 3,2 mil jogadores atrás de prêmios de até R$ 150 mil e fama desfrutada por atletas de esportes mais populares, como o futebol. Para atender a essa nova tribo, nos últimos meses surgiram revistas, sites especializados, programas de TV, coleções de roupas e cursos sobre pôquer no País.
Estima-se que dois milhões de pessoas joguem pôquer no Brasil. Em sua grande maioria, são “atletas” de final de semana. Mas começa a surgir uma safra de jogadores profissionais que levam uma vida que lembra, guardadas as devidas proporções, a de um Neymar ou do Paulo Henrique Ganso, as estrelas ascendentes do futebol. A rotina envolve disciplina para treinar (alguns praticam até 12 horas por dia), muitas viagens (principalmente para Las Vegas, nos Estados Unidos, considerada a capital mundial do jogo), compromissos com patrocinadores (em sua maioria sites), um séquito de fãs que seguem seus passos em blogs e perfis na rede de microblogs Twitter e relacionamentos com mulheres lindas e famosas. Tome como exemplo o jogador Felipe Ramos. Filho de uma família de classe média-baixa de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, largou um emprego de seis anos em uma multinacional para ganhar a vida com as cartas. Aos 27 anos, Mojave (apelido adotado por ele, prática comum no meio) faturou mais de US$ 1 milhão em prêmios e é patrocinado pelo site PartyPoker. Hoje, divide o tempo entre São Paulo, Las Vegas e Los Angeles, onde vive a namorada, Marianela Pereyra, modelo e apresentadora do programa Poker After Dark, exibido nos Estados Unidos pela rede NBC. “Já gastei muito dinheiro com coisas que pobre nunca teve na vida, como carro e jantares caríssimos”, disse Mojave em entrevista ao site MaisEV.
Novos milionários - Um jogador de pôquer pode ficar milionário com seu desempenho nos principais torneios do mundo. O americano Philip Ivey é um deles: ganhou US$ 12,8 milhões em prêmios. O status de celebridade e o conhecimento do jogo ajudam os profissionais a encontrar formas alternativas de aumentar o lucro. A mais convencional são os patrocínios. No Brasil, um jogador de habilidade em início de carreira pode ganhar até US$ 5 mil para emprestar sua imagem para um site ou uma empresa que fabrica cartas. Alguns jogadores de sucesso são convidados para dar palestras onde mostram como a habilidade nas cartas pode influenciar no negócio da empresa. O paulista André Akkari é um dos mais procurados para esse tipo de trabalho. São até cinco palestras por ano por um valor não revelado. Existe ainda a figura do professor particular. Funciona assim: o aluno entra num site e contrata um tutor que vai analisar suas jogadas para apontar erros e acertos. Quando professor e aluno não moram na mesma cidade, a aula pode ser remota – muitas vezes ela acontece via Skype, o programa que permite videoconferência via internet. A hora/aula custa US$ 200 e os jogadores só fecham pacotes de pelo menos 10 aulas. Ou seja, embolsam US$ 2 mil por 10 horas de trabalho.
O sonho de alcançar fama e fortuna no pôquer leva centenas de jogadores para lugares como o H2 Club, onde o ambiente em nada lembra os clubes de pôquer retratados em filmes. Por causa da Lei Antifumo, em vigor em São Paulo desde meados de 2009, o ambiente não fica empesteado de fumaça. É difícil encontrar jogadores com bebida alcoólica nas mãos. A explicação é simples: o abuso do álcool atrapalha o desempenho. “A geladeira fica sempre cheia, o pessoal não bebe”, diz a garçonete. As mulheres são raras e não existe música ambiente. A trilha sonora dos jogos é o barulho das fichas. Cada jogador tem uma forma de manipulá-las: alguns passam as fichas de uma mão para outra enquanto outros fazem malabarismo entre os dedos. Brincar com as fichas é apenas uma das manias ou superstições dos jogadores. Não é difícil encontrar um amuleto da sorte sobre o monte de fichas. Durante a partida, alguns ouvem música, outros encobrem a cabeça com capuz e gorro e é comum deparar-se com jogadores de óculos escuros, que servem para esconder as contrações involuntárias das pupilas quando recebe uma mão boa. Entre os mais jovens, a última moda é usar roupas que fazem alusões a torneios (como a sigla BSOP, de Brazilian Series of Poker, estampada no peito) ou de sites, como Pokerstars.com.
De olho nessa tendência, a designer Ana Carolina de Carvalho Silva lançou há cerca de um mês uma marca de roupas que tem como público alvo os jogadores e simpatizantes do esporte. Batizada de Dealer Clothing, ela é considerada a primeira especializada em pôquer wear do Brasil. “Mais do que vender produtos licenciados, queremos levar o estilo de vida e a cultura do pôquer para fora das mesas”, diz Ana Carolina. As camisetas e camisas pólos têm estampas de cartas, como Damas, Reis e Ás, e os botões têm a forma de fichas. São 16 estampas diferentes, e a mais popular é uma foto do personagem Vincent Vega, vivido pelo ator John Travolta no clássico Pulp Fiction, em uma mesa de jogo. Com preços entre R$ 55 e R$ 90, as peças podem ser compradas apenas pela internet. “Mas já estamos negociando para vender nossos produtos em algumas lojas”, diz Ana Carolina, 24 anos, sócia da marca ao lado do marido e de um amigo. Para divulgar a marca, a Dealer Clothing fechou um contrato de patrocínio com o jogador profissional Stetson Fraiha, que vai usar os modelos em torneios. Jogadora de pôquer desde 2006, a empresária não revela quanto investiu e nem quanto espera faturar com o negócio.
O perfil de Ana Carolina é muito parecido com o de outros empresários que investiram no mundo do pôquer. Em geral, são apaixonados pelo jogo que enxergaram uma oportunidade para explorar um nicho. Foi assim que Igor Trafane começou a construir seu império. Natural de São João da Boa Vista, cidade paulista que faz fronteira com Minas Gerais, ele se mudou para a capital para fazer administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Montou uma escola de idiomas e, quando tinha mais de 80 lojas no Brasil, recebeu uma proposta para vendê-la. “Fiquei procurando o que fazer”, diz o empresário. “Foi quando tive mais contato com o pôquer”. Trafane havia conhecido o jogo através de um grupo de amigos, mas passou a jogar com frequência há cinco anos. Organizou torneios, viajou para Las Vegas e adotou um apelido, Federal. Entusiasta do esporte, montou a revista Flop, que tem circulação bimestral de 30 mil exemplares, e o site Superpoker, que é acessado por 64 mil pessoas por mês. O sucesso fora das mesas abriu oportunidades para outros empreendimentos. Aos 38 anos, é sócio de uma empresa que organiza os campeonatos paulista e brasileiro de Texas Hold’em e do H2 Club. “Vivo confortavelmente dos meus negócios no pôquer”, diz Federal.
Ninguém sabe ao certo qual é a origem do pôquer. Segundo historiadores, os alemães jogavam no século 15 Pochspiel, que envolvia combinação de cartas, apostas e blefe. Para outros, lembra o As Nas, praticado pelos persas. O que ninguém discorda é que a forma mais parecida com o que é jogado nos dias de hoje foi encontrada em 1829 em Nova Orleans, nos Estados Unidos. A popularização aconteceu anos depois e é resultado de uma combinação de fatores. O primeiro é a popularização dos sites de apostas, que tem como maior expoente o Porkerstar.com. Ao mesmo tempo, o canal ESPN instalou em 2003 câmeras para mostrar as cartas dos jogadores e passou a calcular a probabilidade de cada um ganhar a rodada. “Isso deixou o jogo mais interessante para os telespectadores”, diz Federal. No mesmo ano, um americano chamado Christopher Moneymaker (o sobrenome dele significa “fazedor de dinheiro” em inglês) realizou um feito inédito no esporte. Ele trabalhava como contador quando venceu um torneio online de US$ 39 e, por isso, ganhou vaga para participar do principal evento do mundial de pôquer em Las Vegas. Desconhecido antes do campeonato, ele bateu todos os jogadores profissionais e levou o prêmio de US$ 2,5 milhões. “Ele mostrou para o jogador comum que era possível ficar rico com o pôquer”, diz Sérgio Prado, jornalista que cuida de pôquer na ESPN.
Nos Estados Unidos, os jogos online de pôquer devem movimentar algo em torno de US$ 6,5 bilhões até o fim de 2010. Não existem estudos que quantificam o tamanho do mercado brasileiro, mas os investimentos em negócios relacionados ao tema não param de crescer. Em meados de junho chegou ao fim a primeira temporada do Poker das Estrelas, exibido aos sábados na rede Bandeirantes. Apresentado por Otávio Mesquita, foi o primeiro programa sobre o jogo exibido em TV aberta – desde 2003 o canal por assinatura ESPN transmite campeonatos de pôquer. Durante a temporada, o programa teve audiência média de 1,4 ponto no Ibope, ou 90 mil pessoas passaram parte da madrugada de sábado na frente da televisão. Considerado um programa para iniciantes no esporte, o Poker das Estrelas teve em abril sua maior audiência, com 180 mil telespectadores. Os jogadores mais experientes que querem se aprofundar no mundo do pôquer poderão voltar à sala de aula. Entre os dias 27 e 29 de agosto será organizado o primeiro curso de pôquer no País. Os organizadores esperam atrair algo em torno de 25 pessoas dispostas a pagar R$ 3 mil pela inscrição para aprender técnicas e ter palestras com jogadores profissionais.
A onda de pôquer reacendeu no Brasil uma discussão antiga: o jogo é ou não é permitido? De acordo com a lei, é crime o jogo de azar em que o ganho e a perda dependam “exclusiva ou principalmente da sorte”. A falta de clareza na redação do texto fez com que os primeiros clubes de pôquer e torneios do País sofressem com as constantes batidas policiais. Foi assim até 2006, quando um delegado solicitou um laudo do Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Após analisar os dados, os peritos concluíram que o Texas Hold’em é um jogo de habilidade porque depende da “memorização, das características das figuras (...) e do conhecimento das regras e estratégia de atuação”. O laudo da polícia técnica paulista juntou-se a uma série de estudos realizados no Brasil e no mundo. Um deles é de autoria do perito Ricardo Molina, que ganhou fama ao participar da investigação de crimes de grande repercussão nacional, como o assassinato de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, e da morte de Isabella, que foi morta pelo pai e a madrasta. Após analisar muitas rodadas, ele tem certeza: pôquer não é um jogo de azar. “Jogo de azar não é proibido no Brasil”, disse Molina. “O que é proibido são empresas privadas explorarem os jogos de azar”.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ranking final do semestre
Semanas na liderança
Pessoal vejam como alternou a liderança do torneio durante este semestre, semana a semana:
4/jan - Ticiano Ferraz
11/jan - Mauro Fróes
18/jan - Ticiano Ferraz
25/jan - Mauro Fróes
1/fev - Mauro Fróes
8/fev - Mauro Fróes
18/fev - Mauro Fróes
22/fev - Mauro Fróes
1/mar - Mauro Fróes
8/mar - Mauro Fróes
15/mar - Ticiano Ferraz
22/mar - Ticiano Ferraz
29/mar - Mauro Fróes
5/abr - Mauro Fróes
12/abr - Mauro Fróes
19/abr - Mauro Fróes
26/abr - Ticiano Ferraz
3/mai - Ticiano Ferraz
10/mai - Mauro Fróes
17/mai - Mauro Fróes
24/mai - Mauro Fróes
31/mai - Mauro Fróes
7/jun - Mauro Fróes
14/jun - Mauro Fróes
21/jun - Mauro Fróes
28/jun - Mauro Fróes
Isto demonstra que os outros oito jogadores são uns incompetentes...
4/jan - Ticiano Ferraz
11/jan - Mauro Fróes
18/jan - Ticiano Ferraz
25/jan - Mauro Fróes
1/fev - Mauro Fróes
8/fev - Mauro Fróes
18/fev - Mauro Fróes
22/fev - Mauro Fróes
1/mar - Mauro Fróes
8/mar - Mauro Fróes
15/mar - Ticiano Ferraz
22/mar - Ticiano Ferraz
29/mar - Mauro Fróes
5/abr - Mauro Fróes
12/abr - Mauro Fróes
19/abr - Mauro Fróes
26/abr - Ticiano Ferraz
3/mai - Ticiano Ferraz
10/mai - Mauro Fróes
17/mai - Mauro Fróes
24/mai - Mauro Fróes
31/mai - Mauro Fróes
7/jun - Mauro Fróes
14/jun - Mauro Fróes
21/jun - Mauro Fróes
28/jun - Mauro Fróes
Isto demonstra que os outros oito jogadores são uns incompetentes...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Off-topic: Prédios esquisitos - 07
Casa de pedra (Fafe, Portugal)
Esta casa foi construída entre três grandes pedras na região de Fafe, em Portugal.
O mesmo material das pedras (granito em sua maioria) foi utilizado para construir as paredes que fecharam e delimitaram o espaço para a residência. É uma propriedade particular.
Ranking após 26 semanas
Pessoal,
Este é o ranking normal, com todos os pontos de todos os torneios.
Vou fazer depois o ranking final, eliminando os 5 piores resultados de cada atleta.

Este é o ranking normal, com todos os pontos de todos os torneios.
Vou fazer depois o ranking final, eliminando os 5 piores resultados de cada atleta.
Resultado do 26º torneio
Pessoal,
Segue abaixo o resultado do último torneio do primeiro semestre, no qual jogaram apenas 9 atletas:
1º - André
2º - Celso
3º - Sicupira
4º - Marcos
5º - Nadson
6º - Fábio
7º - Welllington
8º - Ticiano
9º - Maurício
Segue abaixo o resultado do último torneio do primeiro semestre, no qual jogaram apenas 9 atletas:
1º - André
2º - Celso
3º - Sicupira
4º - Marcos
5º - Nadson
6º - Fábio
7º - Welllington
8º - Ticiano
9º - Maurício
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